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Empresa mineira é referência mundial em pesquisas clínicas
Fundada em 2004, a Biocancer é especializada em coordenar e conduzir pesquisas clínicas, o que significa realizar investigações científicas em seres humanos para verificar os efeitos e identificar as reações adversas de novas drogas. Trata-se de um processo extremamente regulado pelo qual as indústrias farmacêuticas e de biotecnologia precisam se submeter para registrar e lançar medicamentos.
Nesse mercado, as empresas precisam possuir credibilidade técnica, conhecimento dos processos regulatórios, e, principalmente, uma estrutura para recrutamento rápido de pacientes que atendam a todos os requisitos necessários para a realização dos testes. A complexidade do processo ajuda a explicar os US$ 40 bilhões gastos anualmente pela indústria no desenvolvimento de novos medicamentos.
Para entrar nesse mercado, a Biocancer se concentrou inicialmente na pesquisa clínica de oncologia no Brasil, devido à alta rentabilidade do setor. Atualmente, a empresa é referência no mercado internacional de pesquisas clínicas em oncologia e está entre os líderes globais de recrutamento de pacientes em estudos para a indústria farmacêutica.
Os resultados e o potencial do negócio chamaram a atenção dos gestores do Criatec. Trata-se do maior fundo de capital semente do Brasil, especializado em aportar recursos em pequenas empresas de perfil inovador. Em março deste ano, a Biocancer recebeu investimentos do fundo, cujos principais cotistas são o BNDES e o Banco do Nordeste. Os valores da operação não foram divulgados.
Gerido pela empresa Antera Gestão de Recursos, em consórcio com o Instituto Inovação, o Criatec, em quatro anos, vai aplicar um total de R$100 milhões em cerca de 50 empreendimentos promissores. Até o momento, 19 receberam aportes. Os recursos beneficiam empresas nascentes que faturem de zero a R$ 6 milhões ao ano e desenvolvam produtos ou processos inovadores. As propostas devem ser enviadas para o site www.fundocriatec.com.br, no link "envio de oportunidades".
A Biocancer vai utilizar o dinheiro aplicado pelo fundo para colocar em prática a estratégia de expansão dos testes oncológicos e começar a atuar em novas áreas terapêuticas, como cardiologia, neurologia e geriatria. Os recursos também serão fundamentais para dar continuidade ao processo de profissionalização da gestão da empresa. “Iremos estruturar junto aos empreendedores o planejamento estratégico do negócio, definir os principais indicadores a serem acompanhados e implantar sistemas de controle de processos e de acompanhamento de pacientes”, diz Eric Ribeiro, gestor regional do Criatec em Belo Horizonte.
Não é a primeira vez que a Biocancer consegue captar recursos no mercado. Em 2005, recebeu aportes da FIR Capital e da Fundação Biominas e, em 2007, do Fundo Novarum. Um dos principais diferenciais da empresa está em sua forte rede de recrutamento, desenvolvida em parceria com centros privados de oncologia, como a Oncomed e Oncocentro, e hospitais referência em câncer, entre eles o Hospital Luxemburgo e o Hospital Vera Cruz.
fonte: Capital Semente Online
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