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MUITO OBRIGADO EDUARDO !
24/05/2011
Em artigo publicado no Globo semana passada, o economista Rodrigo Constantino retoma uma crítica freqüente nas páginas de economia deste jornal: a de que o fortalecimento do BNDES estaria promovendo o "gigantismo do Estado brasileiro". E para justificar seus argumentos, afirma: "O banco estatal foi o que mais cresceu nos últimos anos. Seus desembolsos subsidiados ficavam na faixa dos R$ 35 bilhões por ano... e hoje chegam a quase R$ 150 bilhões por ano".
E daí? Por que os bancos privados não emprestam este dinheiro? Vergonhosa é a atitude destes bancos, que hoje tem mais de 30% de seu lucro vindo dos ganhos com as absurdas tarifas autorizadas pelo Banco Central. Um cliente do Bradesco ou do Itaú paga mais de R$ 7,00 por um doc eletrônico disparado do seu computador pessoal, quando o custo do banco para efetuar esta transação (central de dados segura, sistema de informática e de segurança) é de menos de R$ 0,01!!!!! Uma margem ABSURDA, que nenhum traficante de drogas consegue passar nem perto!
Podemos discutir porque a maioria esmagadora dos recursos do BNDES foi para grandes empresas, mas ninguém até hoje questionou a seriedade e a eficiência com que o banco trabalha e, de qualquer forma, este investimento é muito mais produtivo para o país do que o realizado pelos bancos privados.
Além disso, o BNDES é o ÚNICO banco que se preocupa em construir o futuro do Brasil. Ninguém mais tem dúvida que o futuro do Brasil depende de sua capacidade de INOVAR. Nesta última década, o banco criou um fundo de investimento em capital empreendedor (Venture Capital), o Criatec, reformulou sua metodologia de avaliação de empresas, passando a valorizar os ativos intangíveis, num processo reconhecido pelo The New Club of Paris e o Banco Mundial como pioneiro e inovador em todo o mundo e, através do Cartão BNDES, facilitou o crédito de milhares de pequenas e médias empresas.
Á frente de duas destas três iniciativas (Criatec e a avaliação de ativos intangíveis) estava um funcionário de carreira do banco: Eduardo Rath Fingerl.
Eduardo entrou no Banco em 1976, como estagiário de engenharia e logo depois mediante concurso público. Fez mestrado em engenharia de produção pela Coppe/UFRJ, e como reconheceu publicamente o atual presidente, Luciano Coutinho, foi quem conseguiu demonstrar para o banco "a importância de valorizar os intangíveis, o que resultou na prioridade à inovação em nosso mapa estratégico e no desenvolvimento e implementação da MAE como ferramenta de análise no processo de concessão de financiamento. Cabe destacar ainda o seu sucesso em construir duas novas áreas, a do Meio Ambiente e a de Capital empreendedor".
Esta semana, depois de 35 anos trabalhando no banco, Eduardo Rath Fingerl se aposentou. Poucas pessoas contribuíram tanto para o desenvolvimento do Brasil como o Eduardo. E fez tudo isto sem estardalhaço, com paixão, competência e uma dedicação que raramente observamos num funcionário público.
Temos certeza que continuará por muito tempo a desempenhar um papel de protagonista e de referência para todos que querem transformar o Brasil num país menos desigual e mais justo.Será sempre um exemplo de um servidor público exemplar.
FONTE: http://oglobo.globo.com/blogs/inteligenciaempresarial/
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